quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dose dupla de S Silvestre para terminar o ano...



Para terminar o ano tinha programado fazer duas São Silvestres, uma estreia e uma repetição.
A estreia, foi a São Silvestre de Lisboa, uma prova que fiquei com vontade de fazer desde o ano passado. Fui para esta prova sem nenhum objectivo em especial até porque tinha feito séries de 1000 metros no dia anterior.
Como tinha retomado há algumas semanas os treinos “regulares” depois das maratonas estava curioso em ver até que ponto isso se iria já reflectir nesta prova.
Não tinha nenhum objectivo definido mas gostava de terminar abaixo dos 50, já tinha saudades de terminar uma prova de 10K em menos de 50 minutos!! :-)
Muita gente, um ambiente muito bom, cheguei cedo, antes da partida e de aquecer ainda encontrei pessoal conhecido das Tartarugas Solidárias e do Leião. Fui fazer um breve aquecimento e depois encaminhei-me para a minha partida.
Uma coisa boa que esta prova tem, e ainda bem, é as partidas separadas se bem que houve falhas nesse aspecto. Eu deixei passar o prazo de enviar um comprovativo e obter um dorsal SUB 50 mas não me chateei com isso, mas quando perto dos 3K passei por pessoas que iam a andar e tinham dorsal SUB 50 percebi que algo estava mal, ou então sentiram-se mal!! :-)
Passei também por pessoas com dorsal +60 ainda antes dos 500 metros de prova, pessoas que supostamente partiram atrás de mim mas OK, neste aspecto houve algumas falhas, mas numa prova de 12000 pessoas não se pode pedir milagres!!

Comecei bem, perto do 1º quilometro já conseguia correr bem e aumentei um bocado o ritmo, até ao 5º quilometro fui sempre abaixo dos 5:00 por quilómetro mas ia cada vez a custar me mais e fui cada vez ficando mais lento e para ajudar á festa aproximava se a subida final. Digo-vos que subir a Av. da Liberdade é muito giro, e nesta altura então mais ainda, mas a subida parecia que nunca mais acabava!! :-) Finalmente lá acabou, e a descer alguns santos ajudaram e consegui completar os 10K mais os aproximadamente 100 metros de bónus em 49 minutos, o objectivo principal estava atingido.

A segunda S.Silvestre (repetição) foi a fantástica S.Silvestre da Amadora, a S.Silvestre das S.Silvestres :-)
O ano passado fiz esta prova com gripe, numa altura em que me começava levemente a habituar a completar provas de 10K abaixo dos 50 minutos, pelo facto de estar doente e pelo percurso difícil não consegui manter essas marcas, fiz 53 minutos e no fim disse para mim mesmo que voltaria este ano para fazer menos 5 minutos :-)
Entre esta prova e a S Silvestre de Lisboa fiz uma excelente massagem com o grande José Gaspar o que me deixou mais leve e bem mais rápido :-)
Cheguei cedo á Amadora e já nessa altura havia um bom ambiente, uma moldura humana muito agradável. Fui junto do Pedro Burrica buscar o dorsal e pelo caminho ainda encontrei gente conhecida como o João Lima e a Isa.
Fui fazer o aquecimento e umas retas para soltar com o Sérgio e encaminhei-me para a meta. Partida dada e logo aquela queda aparatosa no inicio que colocou alguns corredores fora de prova, ultrapassado o acidente lá ia eu em direcção ao Casal de S.Brás, ás subidas.
Ainda no inicio...o pior estava a chegar...
Mesmo sendo praticamente sempre a subir só um quilómetro é que foi feito acima dos 5:00 por quilómetro. Fim da subida recuperei uns metros e lá fui mais depressa rumo ao meu objectivo, o percurso era rápido, permitia acelerar e recuperar ao mesmo tempo :-) até mais ou menos ao 6º quilómetro seria sempre assim, depois do abastecimento é que voltaríamos a ter uma subida ligeira para depois ter a derradeira subida no cruzamento da Rua Elias Garcia, uma subida curta mas muito dura, e a partir daqui seria sempre a descer ou a direito, era altura de dar o que tinha para conseguir cumprir o objectivo. Cortei a meta, o garmin marcava 10 quilometros mais 100 metros, com 47:58 a promessa feita a mim mesmo no ano anterior estava cumprida e eu acabava o ano contente com boas perspectivas para o ano que estava prestes a começar.
Parecia cansado? Não pois não...  :-)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Trofeu de Oeiras, segunda prova e mais um pódio por equipas!!



Segunda prova do troféu, desta vez ia já um pouco melhor fisicamente e bem ia precisar porque esta prova ia ser bem mais dura.
Cheguei cedo na companhia do Sérgio, ainda antes da prova começar aproveitei para ir junto do meu “chefe” de equipa, o grande Pedro Burrica, buscar o kit da São Silvestre de Lisboa que ele gentilmente foi levantar.
Desta vez não houve tanto atraso nas partidas, mas em vez de aproveitar a partida da prova antes para aquecer, recebi um pedido da Lénia para lhe fazer de lebre, pedido esse que aceitei mas penso que ao longo dos 4km da prova foram mais os momentos em que a Lénia foi minha lebre do que eu lebre dela!! :-)
Onde notei que o meu apoio foi mais importante foi a pouco mais de um quilómetro do final, havia uma subida grande e acentuada e perto do fim da subida a Lénia fraquejou por um segundo, foi aí que lhe fiz ver que a subida estava quase a acabar e que depois disso até á meta seria muito mais fácil.
Aqui vinha a grande Lénia já a chegar á meta.

Fizemos os 4km a uma média de 4:35\km o que considero muito bom tendo em conta o percurso, mas para mim havia ainda mais 8km para fazer e estava exausto!! Fazer 4km aquela média sem aquecimento custou me.
Comecei já cansado e fui gerindo o esforço o melhor que pude para poder acabar o melhor possível e sem paragens, o percurso era muito desnivelado, ou subia ou descia, retas nem ve-las!!
Aqui vinha eu (fresquinho!!) a poucos metros da meta!!
Mais uma vez para acabar em beleza voltamos a conseguir o 3º lugar por equipas e conseguimos distanciar-nos para o 4º lugar.
Mais uma vez a união fez a força, estamos FORTES!!
Aqui fica a foto de família!! 
Grande Equipa!!

A problemática da Partida e a minimização de riscos


O João Lima escreveu no seu excelente blogue um excelente artigo, mais um, que fala de um problema cada vez mais recorrente também devido ao aumento de participantes nas muitas provas que tem havido.
Acho que dividir as partidas é uma vantagem para todos, quando é respeitada.
Para quê partir á frente quando não temos ritmo para por lá ficar e só atrapalhamos?
Acima de tudo gostamos de correr e de o fazer com segurança por isso para o vosso próprio bem e para o bem de todos os que correm vamos respeitar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A estreia no troféu de Oeiras



29 de Novembro de 2015
 
Finalmente chegou a primeira prova do troféu de Oeiras, a minha estreia pelo GRCD Leião.

Cheguei cedo com o Sérgio o José e mais uns amigos deles, primeira prova é sempre mais demorada é preciso distribuir dorsais, entregar as camisolas novas etc…
A minha camisola e o meu dorsal!!

Confesso que estava algo entusiasmado com esta prova, tinha curiosidade em ver o ambiente conhecer novas pessoas e estava também algo apreensivo, já me tinham dito que nas provas do troféu de Oeiras eram raras as retas!

Para quem tinha feito a meia maratona de Évora na semana anterior o meu objectivo era apenas ajudar a equipa com um ponto sentia as pernas cansadas do acomular de quilómetros desde as Maratonas, a dupla ronda estava a fazer se sentir!!

Com o atraso habitual as partidas foram acontecendo e quando foi dada a partida da prova anterior fui aquecer com um colega que ali encontrei, fomos aquecendo e fomos conversando até chegar a hora da partida.
A prova começava com uma ligeira subida e depois descia bastante, era um inicio relativamente rápido até chegar a uma zona de reta (raro) para depois mais perto do fim subir um pouco mais a sério até á meta.
Confesso que acabei a sofrer mas mesmo assim consegui nos 7km da prova fazer uma média abaixo dos 5min\km.
subida final, aqui já cheirava a meta!

Para terminar em beleza conseguimos um excelente 3º lugar por equipas o que nos deixou muito orgulhosos, a união fez a força e todos juntos conseguimos um grande resultado!!
Venham mais assim.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Desejos...

Faz muito tempo, tempo demais, que não vinha aqui ao meu cantinho, tenho andado afastado mas não parado e tenho algumas coisas para contar mas para isso preciso de mais tempo, tempo esse que não tem havido.

Vim deixar uma promessa, de que para o ano vou tentar estar mais presente, mas mais importante que isso vim desejar a todos os que por aqui passam um excelente 2016 a todos os níveis, definam os vossos objectivos e força para os atingirem.

2015 foi bom, mas que 2016 seja ainda melhor.

Felicidades para todos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A 1ª edição da bonita Meia Maratona de Évora que em alguns momentos me fez lembrar as Lampas...


Duas semanas depois da Maratona do Porto fui com os amigos fazer a meia maratona de Évora.




Inscrevi-me nesta prova ainda muito antes de sonhar que ia ao Porto senão teria optado pelos 10K, mas como tinha dorsal para a meia fui á meia.

O dia começou cedo, arrancámos de Oeiras por volta das 06h10 e mesmo com uma paragem pelo caminho chegamos a Évora por volta das 08h45.

Ainda bem que chegámos cedo, permitiu-nos dar uma volta pela bela cidade alentejana e tratar de todos os pormenores (dorsais, etc…) com a devida calma.

Não sou grande fotógrafo, mas deixo-vos aqui algumas fotos que tirei:





 

Estava muito frio por isso fomo-nos equipar o mais em cima da hora possível para o risco de congelar ser menor!! Ainda deu para um ligeiro aquecimento com o Pedro Serra e  lá nos encaminhámos para a partida onde encontrei o João Lima.

Os primeiros quilómetros eram no centro da cidade, o piso era calçada o que não era o melhor, o que vale é que era no inico e ainda não custava tanto. Saídos do centro da cidade finalmente chegámos ao alcatrão e os pés agradeceram, o corpo estava mais quente e estava a ser menos fácil lidar com o frio, nesta prova falhei claramente no equipamento, tive na duvida entre calças ou calções, optei por calções e bem me arrependi!!

Estava tudo a correr bem, rolava a uma média de 5:30 +\- o que era o ritmo que vinha a contar fazer mas por volta do quilómetro 8, se não me engano, começámos com vento de frente o que além de prejudicar o ritmo quase me congelou os braços!!

Por volta do quilómetro 10 foi altura de separar os participantes da meia dos participantes da mini, e para mim, a partir daí é que começou a corrida a sério. O vento ia-se mantendo sempre de frente, surgiram subidas uma das quais ao quilómetro 13 que me fez pensar “isto parece as Lampas”, para ajudar houve abastecimento de Red Bull que não me deu asas, mas confesso que deu uma boa ajuda. Quando estava a passar pelo quilómetro 16 cruzei me com o Pedro Serra que estava a chegar ao quilómetro 19, dei a voltinha e até chegou rápido o quilómetro 19 para mim, e um pouco mais á frente voltou o empredrado o que não ajudou nada, mas naquela altura já cheirava a meta e por isso continuei com o ritmo que levava e já começava a pensar na subida final que me ia levar até á meta.
Aqui estava prestes a iniciar a subida!


Fiz 1:54:40, um bocado mais do que tinha pensado inicialmente, a minha previsão inicial ia para as 1h50, mas tendo em conta a prova que foi considero um bom resultado tendo em conta que passaram apenas 2 semanas desde a Maratona do Porto.

Agora é concentrar atenções no trofeu de Oeiras (que quando comecei a escrever este post ainda não tinha começado J) e nas provas de fim de Ano (São Silvestre de Lisboa e da Amadora).

 

Bons treinos a todos.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Maratona do Porto 2015



Quando comecei a correr, em Março de 2014, se me dissessem que em 2015 ia correr uma Maratona possivelmente diria que não, se me dissessem que ia correr duas Maratonas então aí diria com toda a certeza que não, muito menos com um espaço tão curto entre elas.

Mas vamos por partes, eu para este ano planeei fazer a Maratona de Lisboa, ir ao Porto foi algo que surgiu ainda antes da Maratona de Lisboa e por infelicidade (lesão) de um amigo meu que o impediu de treinar e estar presente.
Mesmo sabendo que iria estar no Porto, o meu objectivo principal continuou a ser Lisboa, foi esse o objectivo que tinha traçado no inicio deste ano e não o alterei apesar de alguns treinos menos conseguidos. Só comecei a pensar no Porto uma semana depois da Maratona de Lisboa e de uma forma muito superficial, fui vendo o percurso, tomando conhecimento das alterações em relação ao ano passado, fui me informando onde o autocarro nos iria deixar etc…

Á semelhança de Lisboa, o tempo passou depressa e o dia cada vez estava mais próximo, não disse praticamente a ninguém que ia ao Porto, sabia apenas a minha mulher, a minha mãe e 3 amigos, preferi assim para evitar “sermões” antecipados!!
Chegado o dia o meu irmão que também estava no Porto nesse fim de semana foi me levar ao local de partida, fui logo para a fila do wc :-) e depois fui calmamente andando para o separador das 4 horas, se não me engano, até porque não estava minimamente preocupado com o tempo da prova. O meu plano era simples, ia apenas com o objectivo de conhecer o Porto de uma forma diferente, tentar conhecer o máximo que fosse possível, se não estivesse bem podia sempre seguir para a meta aos 15Km juntamente com os participantes da FamilyRace.
Dada a partida e lá ia eu no que iria ser a minha segunda Maratona, não conhecia muito do Porto por isso para mim cada metro era novidade e ver as ruas cheias de gente a apoiar a puxar pelos atletas foi algo muito bonito de ver, tanto que ás vezes até me esquecia que ia a correr :-) Os quilómetros iam passando e as ruas sempre cheias de gente, uma moldura humana fantástica. Depressa chegaram os 15Km e com eles a altura de decidir o que ia fazer, confesso que aos 15 ia cansado como se fossem uns 25, o calor não ajudava, mas na verdade não me sentia ainda tão mal ao ponto de ficar por ali e não sendo vergonha nenhuma se ali ficasse a verdade é que a palavra que me passava pela cabeça era “desistir” e não era isso que queria e assim sendo continuei, mas activando um plano de “sobrevivência”.
Em Lisboa tive dor de burro sensivelmente aos 22Km, e não quis voltar a sofrer do mesmo, então decidi que nos abastecimentos parava, bebia água, powerade (se houvesse) tomava o gel, resumindo, tudo o que tinha direito, andava uns metros para descansar um pouco e seguiria até ao próximo abastecimento, em 5km andava uns 500 metros e corria o restante até ao próximo abastecimento.
Ao chegar aos 20 quilómetros senti-me bem por ter tomado a decisão de continuar, estava a correr com uma vista linda, acompanhado pelo rio e nem mesmo o calor cada vez mais forte me fazia pensar que tinha tomado a decisão errada, o apoio também não parava o que foi uma enorme ajuda. Perto dos 21Km passou por mim o líder da prova, destacadíssimo, e a partir daqui o pensamento era, metade já foi e lá continuei em direcção á Ponte D. Luis, a pequena subida de acesso á ponte quase me matou J mas valeu o esforço, gostei muito de correr em cima da ponte o pior foi quando cheguei ao lado de Gaia, aquela calçada fez mossa e não foi pouco, comecei a ver gente pelos passeios e fiz o mesmo. O lado do rio mudou, mas a vista não, estava mesmo a gostar de correr ao lado do rio, chegado o ponto de retorno, vou novamente em direcção á ponte, uma vantagem de ter dorsal personalizado (um dos muitos pontos de melhoria para Lisboa) foi que pelo menos 3 vezes ouvi pessoas que não conhecia de lado nenhum a gritar o meu nome, o que é sempre bom mais ainda numa fase já avançada e de cada vez maior cansaço.
Fui seguindo com o meu plano nos abastecimentos, ao contrário de Lisboa, piquei o ponto em todos e fartei me de beber powerade. Não sei se foi por estar num sitio diferente, se foi por já ter feito uma Maratona antes desta, apesar de há pouco tempo, mas acho que até cerca dos 37Km me custou menos o Porto do que Lisboa, é certo que em Lisboa ia também mais “pressionado”, aqui parei mais vezes e não havia zonas sem publico o que também contribuiu para isso. Os últimos quilómetros é que já custaram e muito, da cintura para baixo já me doía tudo, mas já tinha chegado até ali não ia desistir tão perto do final, já só pensava na meta, na camisola de finisher :-) e ter a Aurora Cunha a puxar por nós no final é outro nível :-)

Grande vista...

Pelo relato que fiz, acho que se percebe em alguns pontos que gostei mais da Maratona do Porto do que Lisboa, se bem que há também alguns pontos de melhoria para o Porto, nomeadamente a partida, não de justifica uma curva assim ao fim de uns metros o que obrigou os atletas a parar mal tinham começado a correr. Como não bebo não me vou queixar da garrafa de vinho do Porto que desta vez não existiu, mas compreendo o simbolismo da garrafa e que a sua ausência tenha causado descontentamento entre grande parte dos atletas. Para terminar acho que aquela subida final de 200 metros na Av. da Boavista era escusada. Apesar destes pontos ADOREI esta Maratona e fiquei com muita vontade de lá voltar e acho mesmo que para o Ano vou trocar Lisboa pelo Porto, mas para já vou por de lado as Maratonas, duas em três semanas chega :-) o objectivo para já é melhorar nas distâncias mais curtas.